Carta ao Futuro

Tuesday, February 14, 2006

Silêncio

E libertei-me. Ou não. Mas pelo menos dei um passo.
E na revolta que consumia cada recanto dentro de mim, da raiva e fúria que transbordava por cada poro meu, quase corri até ti e fiz a pergunta que me persegue há anos, que me corrói, que procura uma explicação lógica e racional.
E não interessa o que eu penso, e as minhas suposições, quando o que eu quero e preciso é ouvir o porquê da tua boca.
E após mais uma crise, aos gritos, perguntei-te o que sempre pensei nunca conseguir dizer.
Fiquei a olhar para ti, num turbilhão de pensamentos, de tudo o que me poderias dizer, mas a única resposta que obtive foi… o teu silêncio.

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