El Sebastião do século XXI
Até ontem.
Estava eu a caminho de casa depois de um relaxante fim de tarde, após um infindável dia de trabalho, na companhia da minha melhor amiga, a partilhar a “dor da ressaca” do fim-de-semana que havia terminado, quando, surpresa das surpresas, o telemóvel toca.
Eras tu.
E querias saber como eu estava, se não queria ir beber qualquer coisa. Inevitavelmente, dei por mim, sentada no comboio sozinha com um sorriso de orelha a orelha. E combinamos. Entretanto, informaste-me que não poderias ficar tanto tempo assim, mas que passavas aqui na mesma, que iríamos até ao nosso spot. E demoraste os “tais setes minutos”. O tempo voou e disseste que tinhas de ir. Do meio do nada, disseste que se desse, mais tarde, ainda passavas por aí. E eu disse que sim.
E voltaste a sussurrar, vamos andando. E lentamente levantamo-nos para não assustar os gatos. Despediste-te de mim, não sem antes de determinado seguires os teus sete minutos, olhares mais uma vez para trás e sorrir para mim.

1 comments:
ai ai ai... cosa má linda :D
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gracinha, a artista do burlesco, at 02 November, 2006 11:49
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