3, 2, 1 Acção
Tal como actores de uma novela que seguem o que está escrito no guião, levamos a nossa avante depois de uma tarde a ler e reler as cenas dos próximos episódios.
Quando nos encontramos na noite seguinte debaixo dos holofotes do nosso palco já sabíamos o que se iria passar.
Ao som da claquete, entramos na nossa realidade que tanto tínhamos debatido. Mas as expectativas mutuamente discutidas não estavam a ser correspondidas. E um ambiente de estranheza envolveu o set, algo de estranho parecia assolar aquele momento.
Percebemos, quando as câmaras se desligaram que não conseguiríamos terminar esta novela. Os nossos papéis são demasiado principais para nos deixarmos levar por um qualquer enredo. Mesmo que seja pensado e realizado por nós.
Mas não nos arrependemos. Fora do que havia sido o nosso cenário, envoltos pelo nosso último sfumato definimos as nossas linhas e limites.
Terminámos este capítulo com a certeza de que há feitiços, que por vezes, não devem ser quebrados.
