A última a saber
Recebo uma mensagem de uma amiga de infância, que sempre morou no meu bairro. Andamos sempre na mesma turma, famílias amigas (inevitável), férias conjuntas. E por aí fora.
No início do ano, ela casou-se e foi morar com o seu esposo para a outra margem. Os nossos cafés diários passaram a ser bimensais ou algo do género. E recebo uma mensagem dela a perguntar se tenho tempinho para um café rápido. Disse que sim, e desci logo.
Depois dos abraços e primeiras apreciações lamechas no meio da praceta, dirigimo-nos para o café onde nos sentamos na esplanada.
Ela – “Então, novidades? Que tens feito? Sempre que cá venho nunca estás cá. Estás sempre para fora.”
Fala-barato como ás vezes me torno, comecei ali a contar tudo e mais alguma coisa, descrevendo os pormenores mais rídiculos do que se passou comigo desde a última vez que a vi.
E falo, falo, falo, não me calo. O café fica frio e eu continuo a falar.
Do meio do nada, a D. Diana, a senhora do café, vem até à esplanada e vira-se para a minha amiga e respectivo esposo:
Surpreendida com o que acabara de ouvir, espero que a senhora se vá meter na sua vida e pergunto.
Ela – “ Tu ainda não te calaste ainda não te consegui contar: Estou grávida!!”

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