Feliz Acaso
Lembro-me de o ver no meu tempo de secundária nos intervalos junto ao pavilhão D. Era pouco provável ele não dar nas vistas. Primeiro porque quem parava frente ao pavilhão D era normalmente os chamados gajos “bons”, embora não se enquadrasse nesse quadro, porque normalmente os gajos denominados de “bons” são sempre os mais convencidos, mas era giro, não passava ao lado, segundo, pela sua altura que não passava despercebida, e por um terceiro motivo que subitamente se me escapou do pensamento.
Mas lembro-me da sua presença, e lembro-me também de na altura ter a ideia de que era um bocado convencido. Talvez por estar sempre junto aos rapazes denominados de “bons”.
Tendo posteriormente cada um seguido o seu caminho, deixei de o ver durante uns tempos, um par de anos.
Por coincidência, ou qualquer coisa que se queira chamar, apercebi-me que volta não volta ele se encontrava com um grupo de amigos meus.
Confesso que foi com espanto que, das vezes que se contam pelos dedos, dos últimos quatro anos em que o vi, me fui apercebendo que aquela ideia pré-concebida que eu havia feito não correspondia de todo à realidade.
Fui, dessas ínfimas oportunidades em que convivi com ele, vendo que afinal ele era simplesmente o oposto de tudo, suscitando cada vez mais a minha curiosidade em relação à sua pessoa.
Quis um percalço da minha vida torna-lo num feliz acaso.
Numa noite, no meio do nada, apareceu-me à frente como que para me salvar. E assim foi.
Desde esse dia temo-nos encontrado. E a cada encontro eu descubro algo de novo nele, algo que me surpreende.
Em nada é convencido. Ideias fixas mas flexíveis. Sem se deixar levar por conversas. Contrariamente a muitos que têm necessidade de fazer algo perante o grupo de amigos para se afirmar, marcar uma posição, ele foi demarcando a sua pela tranquilidade da sua maneira de ser/estar. Justo no pensamento, correcto para com ele mesmo, sem pestanejar, impõe-se quando qualquer coisa ou amigo não segue os padrões normais.
Mas para mim, é indissociável no meu pensamento uma pequena imagem que tenho dele, em pé, junto ao pavilhão D, de gorro na cabeça, mãos nos bolsos e a olhar para o lado. È a melhor imagem que o descreve. Descontraído mas atento. Abstraído nos seus próprios pensamentos mas sempre presente. Alguém na constante procura de algo que ainda vai chegar. No fundo ele é assim.
Para mim... simplesmente, um feliz acaso.
Mas lembro-me da sua presença, e lembro-me também de na altura ter a ideia de que era um bocado convencido. Talvez por estar sempre junto aos rapazes denominados de “bons”.
Tendo posteriormente cada um seguido o seu caminho, deixei de o ver durante uns tempos, um par de anos.
Por coincidência, ou qualquer coisa que se queira chamar, apercebi-me que volta não volta ele se encontrava com um grupo de amigos meus.
Confesso que foi com espanto que, das vezes que se contam pelos dedos, dos últimos quatro anos em que o vi, me fui apercebendo que aquela ideia pré-concebida que eu havia feito não correspondia de todo à realidade.
Fui, dessas ínfimas oportunidades em que convivi com ele, vendo que afinal ele era simplesmente o oposto de tudo, suscitando cada vez mais a minha curiosidade em relação à sua pessoa.
Quis um percalço da minha vida torna-lo num feliz acaso.
Numa noite, no meio do nada, apareceu-me à frente como que para me salvar. E assim foi.
Desde esse dia temo-nos encontrado. E a cada encontro eu descubro algo de novo nele, algo que me surpreende.
Em nada é convencido. Ideias fixas mas flexíveis. Sem se deixar levar por conversas. Contrariamente a muitos que têm necessidade de fazer algo perante o grupo de amigos para se afirmar, marcar uma posição, ele foi demarcando a sua pela tranquilidade da sua maneira de ser/estar. Justo no pensamento, correcto para com ele mesmo, sem pestanejar, impõe-se quando qualquer coisa ou amigo não segue os padrões normais.
Mas para mim, é indissociável no meu pensamento uma pequena imagem que tenho dele, em pé, junto ao pavilhão D, de gorro na cabeça, mãos nos bolsos e a olhar para o lado. È a melhor imagem que o descreve. Descontraído mas atento. Abstraído nos seus próprios pensamentos mas sempre presente. Alguém na constante procura de algo que ainda vai chegar. No fundo ele é assim.
Para mim... simplesmente, um feliz acaso.

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