Carta ao Futuro

Wednesday, December 20, 2006

Prometo

Já lá vão duas semanas desde a nossa última escapadela noctívaga. A cessação de procura é mais que evidente, embora se mantenha, ou não, o interesse.
Ontem recebi uma mensagem dele. Banal. A perguntar como estava, como tinha sido a festa. Espantei-me quando afirmou que até me tratava bem na tua ausência, como se fosse uma espécie de propriedade sua.
E contrariamente a todas as outras vezes, fiquei na minha e cortei qualquer deixa. Apenas não me apetecia nem estava com vontade de estar a escrever mensagens. Posso ter sido fria, ou se calhar estou neste momento a dar demasiada importância. Ás tantas só queria mesmo justificar-te e nada mais.
Estaria a negar-me se dissesse que não sinto falta das nossas noitadas. Os risos, os olhares furtivos, a música de fundo, as piadas instantâneas. Acho que se deve ao facto de andar ultimamente a pensar no facto de haver pessoas que na sua maneira de ser/estar têm tudo e não têm nada e outras que não têm nada e têm tudo.
Há tanta coisa que me atravessa o pensamento neste momento, tenho tantos atrofios meus para pensar e ver se consigo desenvencilhar nesta altura que confesso que ele tem sido deixado para segundo plano.
Mas prometo a mim mesma, que assim que me passar esta má onda vou procura-lo para voltarmos a fazer as festas que só nós juntos conseguimos fazer.

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