24
Não tenho paciência para o Jack Bauer e seus associados. Não compreendo como é que alguém minimamente inteligente se vai sentar a ver um episódio que já sabe como é que vai acabar.
Série tipicamente americana, de vanglorização do típico herói do Tio Sam, onde o americano é o maior. Assim é Bauer… o gajo que já foi dado como morto duas vezes e que, tão ao jeito americano, consegue sempre ressuscitar.
Nunca é descoberto, e mesmo que seja, safa-se sempre. Anda sempre em perigo eminente mas consegue sempre escapar no último segundo a ser descoberto, e salva sempre a pátria. Uau.
Mesmo que a piada esteja nos meios que ele utiliza para se salvar, ou para salvar o país, ou salvar o que for, o final será sempre o mesmo. Jack Bauer é o salvador.
- Lá estás tu a implicar. Implicas sempre, mas depois acabas por dar o braço a torcer. Tal como aconteceu com o Lost, e com grupos como Bjork, Smashing ou até mesmo Radiohead – cuspiu-me ela a defender o seu interesse pela série tipicamente americana.
A diferença, é que tanto com o Lost, como os grupos musicais, há evolução, progridem. Avançam. Dão continuidade. Desenvolvem. Revelam sempre algo. Ou deixam um “cheirinho” do que ainda há de vir.
Com o 24 só consigo ver o Jack Bauer a progredir a cada episódio para a sua salvação. Para a sua consagração como herói. A supremacia do herói americano.

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