"Não me importo"
Após uns dias fulminantes de trabalho, onde coisa que não existe é tempo, onde eu deixo de praticamente existir para andar a saltitar de um lado para o outro sob ordens anteriormente expressas tipo marioneta num espectáculo para crianças, consegui, no meio destes dias, esbarrar-me sempre com ele. Nunca de propósito. Sempre casual e sempre nos lugares mais “fora” (embora fosse bem provável que eu o encontrasse por lá nunca esperei cruzar-me com ele) e nas alturas em que tinha um pouco mais de tempo.
Da última vez que o vi, sexta-feira, andava ele atafulhado com o trabalho, e eu, que já estava praticamente despachada, andava por ali a fazer tempo para me encontrar com uma amiga.
Acompanho-o um pouco, sem nada para fazer, sempre dava para trocar uns dedos de conversa. Mas antes de dar a imagem de “cola”, perguntei, se ele não se importava. Ao que ele abrandou o passo, olhou para mim e disse:
- “Não… não me importo nada que venhas comigo.”
Da última vez que o vi, sexta-feira, andava ele atafulhado com o trabalho, e eu, que já estava praticamente despachada, andava por ali a fazer tempo para me encontrar com uma amiga.
Acompanho-o um pouco, sem nada para fazer, sempre dava para trocar uns dedos de conversa. Mas antes de dar a imagem de “cola”, perguntei, se ele não se importava. Ao que ele abrandou o passo, olhou para mim e disse:
- “Não… não me importo nada que venhas comigo.”

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