Piropo nojento
Imagine-se: um homem, com nariz demasiado arrebitado, fazendo parecer o nariz de um suíno, barba por fazer, poucos são os dentes que tem, mas os que tem, estão bem encardidos, com os espaços entre eles bem preenchidos, com algo que eu nem quero imaginar o que seja nem o tempo a que está ali a acumular. Barriga proeminente, que no Verão anda à mostra para todo transeunte poder contemplar, e andar à ogre.
Pois bem, dessa personagem, que é bem real, eu tento manter a maior distância possível. Não que seja má pessoa. Mas aquele conjunto, o modo de falar… arrepio-me só de pensar.
Estava a dirigir-me para a porta do prédio, olho para o lado, está ele a sair do café a caminho da sua viatura e vê-me passar. Baixo a cabeça, acelero o passo, e oiço um grunhido:
- Olá menina, tudo bem? Já há muito tempo que não a via.
Levantei a cabeça, estava quase a atingir a porta do prédio:
- Boa noite. Está tudo bem obrigada.
Eis quando senão oiço outro grunhido que me deixou em choque:
-A menina está cada vez impossível!!
Virei-me bruscamente para o lado enquanto ele seguia o seu caminho:
-Desculpe??
- Nada menina… estava a brincar consigo.
A parte que se seguia a este texto foi censurada

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