Brincadeiras do destino
Normalmente levo tudo na desportiva, com um sorriso na eterna brincadeira. E quer me parecer que o destino tentou pregar-me uma das duas partidas, mas desta vez eu saí por cima.
Ele foi durante muito tempo como uma doença para mim. Sei que tive a minha oportunidade que ia constantemente adiando até que me apercebi que era tarde demais. O preço a pagar foi dos mais caros e dolorosos que chegaram a limitar as minhas acções. Mas insistia, a qualquer mudança de comportamento, numa situação que me parecia mais favorável, mas sempre a sair derrotada.
Fomo-nos afastando, encontrávamo-nos ao longe de tempos a tempos nos lugares mais incomuns para os dois.
E sorrias. E eu ficava sem saber como me comportar, embriagada em fragrâncias e frames de quando éramos amigos, da cumplicidade que nos envolvia, de tudo o que poderia ter sido.
Surpreendeste-me no entanto, ao longo de todos estes anos, marcando presença em momentos decisivos para mim. Apareceste de surpresa sem pedir licença permanecendo por mim no mesmo espaço como havia sido no passado.
Hoje reencontrei-o. Na mesma estrada que há um ano atrás, quando o vi pela última vez. Abrandou a marcha e com o sorriso tão dele perguntou como estava, mas não havia tempo para conversas os carros atrás já buzinavam. Seguiu a marcha dele e eu o meu caminho pensando com os meus botões por que raio já nada dele me interferia.
A resposta a que cheguei?? Acho que havia de chegar este dia.

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