Carta ao Futuro

Tuesday, March 20, 2007

O Tempo

É sempre o mesmo. Cada minuto demora sessenta segundos a passar, para cada hora são precisos sessenta minutos.
Aquilo que acontece na mutação de segundo para segundo ou de minuto para minuto é que nos pode dar a sensação de passar ou não muito devagar, ou excessivamente depressa.
Hoje é um desses dias. Incertezas com as quais não quero queimar o meu tempo. Apenas porque quando não há absolutas certezas e nos baseamos em auto interpretações daquilo que nos rodeia, apenas com aquilo que queremos acreditar e que pode muito bem não ser tão real como nos parece, prefiro alhear-me e não me permitir entrar nessas estradas tortuosas.
E ao contrário de ontem, quando o tempo ganhou asas supersónicas como se tivesse a disputar uma qualquer maratona, hoje arrasta-se. Os números que ditam as horas parecem preguiçosos. Inertes.
Tudo demora a acontecer.
Quero que este dia passe depressa. Porque sei que amanhã será bastante diferente. Mas enquanto o tempo não passa e se atrasa eu arrasto-me com ele, entre miradas para o telemóvel ou para um qualquer outro relógio.

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