I'm the queen of the world
"O mundo não gira à tua volta." Como se eu vivesse assim tanto para mim. A Guida diz que sou egocêntrica. Eu, que acho que vivo demasiado para os outros para me esquecer da minha vida. Se calhar a Rita tem razão, quando diz ipsis verbis: que eu deixo que tudo me afecte. Até o que não tem a ver comigo, vivendo uma série de coisas como se fosse um “ataque” pessoal.
Embora eu ache que aquilo pelo que me deixo afectar tem de ser visto como algo construtivo para me ajudar a melhor como pessoa.
Se o planeta azul girasse em torno da minha pessoa de certo não levava a vida que levo nem faria metade daquilo a que alegremente me submeto diariamente.
Não interessa o que é dito, defendido por actos e palavras se os pensamentos construídos por meras suposições são mais que suficientes e se tornam em razão, certezas, à espera de um erro, uma falha para justificar a criação, a realização de mais uma cine-sessão.
