Carta ao Futuro

Thursday, May 31, 2007

I'm the queen of the world


"O mundo não gira à tua volta." Como se eu vivesse assim tanto para mim. A Guida diz que sou egocêntrica. Eu, que acho que vivo demasiado para os outros para me esquecer da minha vida. Se calhar a Rita tem razão, quando diz ipsis verbis: que eu deixo que tudo me afecte. Até o que não tem a ver comigo, vivendo uma série de coisas como se fosse um “ataque” pessoal.
Embora eu ache que aquilo pelo que me deixo afectar tem de ser visto como algo construtivo para me ajudar a melhor como pessoa.
Se o planeta azul girasse em torno da minha pessoa de certo não levava a vida que levo nem faria metade daquilo a que alegremente me submeto diariamente.

Não interessa o que é dito, defendido por actos e palavras se os pensamentos construídos por meras suposições são mais que suficientes e se tornam em razão, certezas, à espera de um erro, uma falha para justificar a criação, a realização de mais uma cine-sessão.


Tuesday, May 29, 2007

Song for the next days

Barcelona

I had this perfect dream
un sueno me envolvio

This dream was me and you
tal vez estas aqui.
I want all the world to see
un stinto me guiaba

A miracle sensation
my guide and inspiration!
Now my dream is slowly coming true.

The wind is a gentle breeze
el me hablo de ti.
The bells are ringing out
el canto vuela.
They're calling us together
guiding vs forever

Wish my dream would never go away.

-
Barcelona - It was the first time that we met

-
Barcelona - How can I forget
The moment that you stepped into the room

You took my breath away.

-
Barcelona - La musica vibro y e Ilanos unio

And if God is willing we will meet again
some day.

Let the songs begin
deialo nacer

Let the music play
ahh.
Make the voices sing
nace un gran amor

Start the celebration
ven a mi
and cry
grita!
Come alive
vive
and shake the foundations from the skies.
Ah
ah
shaking all our lives!

-
Barcelona - Such a beautiful horizon

-
Barcelona - Like a iewel in the sun.
Por ti sere gaviota de tu bella.
- Barcelona - Suenan las campanas

- Barcelona - Abre tus pvertos al mundo.

If God is willing
if God is willing

If God is willing
friends until the end

Viva Barcelona!

Montserrat Caballé & Freddy Mercury

Thursday, May 17, 2007

Amor

É verdade que me queixo em doses consideráveis da monotonia da minha vida. De tanto me queixar, surgiram assim de repente num curto espaço de tempo a oportunidade de alterar por uns tempos todo esse meu queixume.
Num espaço de três semanas serão duas as viagens que serei alegremente “forçada” a fazer, mais a viagem do ano, a título pessoal, que irei fazer muuuito brevemente.
E tudo corre muito bem, porque sei que estes serão os dias mais aguardados do ano e que nada, por pior que possa acontecer, me fará demover da minha dissolvência instantânea pela cidade sob a qual estou prestes a ajoelhar-me.

E com toda esta agenda, ando radiante da vida. Isto porque, mal volte ao meu Portugal dos pequeninos, terei à minha espera aquele que considero ser O poeta, para não me alongar mais em adjectivos que nunca farão verdadeiro jus à pessoa em questão.
Pearl Jam marcam presença em terras lusas nove meses depois da sua dupla aparição. Se ainda ando em estado de graça depois da dose dupla, para este, em forma de festival.. nem comento.

Com tanto convite, tinha de cair mais um.
Desta vez, convidaram-me para fazer um cruzeiro de sete dias. Nem quis saber de mais pormenores. Disse logo que sim. Até saber que o cruzeiro apanha o dia do festival. Nem pensei duas vezes em recusar.
Sem dó nem piedade, saiu-me um redondo “não” logo a seguir à agitação do “sim quero ir”.

Em nada me arrependo da minha escolha. Não faria sentido de qualquer outra maneira. Mas continuo à espera, de um convite semelhante, para quando estiver novamente com a agenda completamente vazia.

Feelingless

Ando num estado interior de autêntico vazio. Tudo se pode passar à minha volta que nem sequer chega a passar por mim. Posso ver as coisas a acontecer, mas não reajo. Não me imponho. Não me manifesto.
É como se não sentisse. Podem tentar magoar-me da maneira mais cruel que acredito que nem assim conseguiria manifestar-me.
As palavras proferidas, por quem quer que seja, têm um impacto de indiferença que já nem me assusta.
Tudo parece irreal.
Podem desprezar-me, ignorar-me que eu sairei ilesa mesmo contra os sentimentos que mais me magoam. Não existem por enquanto em mim.
Pareço o Grenouille do livro “O Perfume”, mas em vez do olfacto falta-me a sensibilidade.

Tuesday, May 08, 2007

Who the hell are you??

Partindo do principio que é verdade que sonhamos todas as noites, a verdade é que de há muito tempo para cá que eu normalmente “não” sonho.
Na última semana, para contrariar a tendência dos últimos anos, tenho acordado de manhã a lembrar-me dos meus sonhos.
O que me incomoda, é que o que tenho sonhado não me agrada muito. Acordo cansada, desgastada. Parece que ultimamente tenho tido queda para sonhar com os meus mais próximos a chatearem-se comigo. O desgaste emocional do sonho é bem visível no despertar.
Ainda bem que acordo sozinha, senão de certo acordaria com alguém a perguntar-me: “Quem és tu?”

Monday, May 07, 2007

Tentativa de impressionar

Ele todo pomposo vem gabar-se da sua mais recente acrobacia. Mas não resiste e descai-se.

- Ontem bebi duas garrafas de vinho tinto reserva no restaurante.
- E aguentaste a pedalada?
- Tive de dormir uma hora no carro à sombra do sombreiro. E há noite.. chá de cidreira.

Se Maomé não vai à montanha..

Chego a casa e apercebo-me que não tenho tabaco. Ninguém em casa tem. Nada aberto nas redondezas capaz de vender o produto.
Último recurso disponível aquelas horas. Vizinho.

- Vizinho, tens tabaco?
- Não, só cachimbo.
- Ok. Pode ser. Leva-o quando formos passear os animais.

Conclusão: Nada se perde, tudo se transforma.

A ironia da psicologia..

.. é fugir de casa para não divagar em pensamentos nefastos e os mesmos tornarem-se reais no decorrer da tua fuga.

Light: Fat free

Este fim-de-semana fui obrigada a expor-me. Sentei-me na cadeira, braços em cima da mesa, abri a boca e deixei sair. O nó que lá estava ia-se desfazendo à medida que as palavras iam sendo articuladas.
Vi as dúvidas, incertezas, questões que se iam formando dentro de mim a dançar no ar à minha volta. Ia-me soltando, presa à cadeira, por vezes assustada com o que acabara de proferir, mas que era exactamente aquilo que me inquietava.
Desamarrei talvez até demais para a outra parte que talvez não tivesse tão preparada. Eu sei que não o estava. Mas não me consternei por isso porque perguntas, essas, ela pode-me as colocar sempre que quiser. Eu não podia esperar. Tinha urgência de as partilhar. De as purgar para fora de mim de uma vez por todas. De banalizar todos os pensamentos que me têm vindo a perseguir.
E consegui.

He’s just not that into you

A verdadeira amiga é aquela que olha para ti e te diz:

“O Jorge interessou-se depois desinteressou-se e virou costas”, terminando com um “fui demasiado bruta?”

Não o foi.

Thursday, May 03, 2007

Abespinhada

Há uns dias alguém me disse para não ser tão abespinhada. Pelo contrário, até ando bastante pacífica, até hoje de manhã.
Quando acordei, ainda o cérebro não tinha dado ordem para despertar já essa palavra me soava na massa encefálica.
O porquê é muito simples. Um certo indivíduo lembrou-se desta noite entrar pelo meu sonho adentro, logo no meu que nunca sonho, mas ele entrou, veio direito até mim e tentou beijar-me, o imbecil.
Obviamente que o afastei mas ele não o conseguiu entender. Grande lata.
Lá lhe tive de explicar, tudo no meu sonho, porque não houve oportunidade de qualquer outra forma, que apesar de eu perceber e entender as razões dele, que ele construiu baseado em fundamentos que ele lá sabe, que isto não é Roma, nem ele é Júlio César, e que não é chegar, ver vencer.
Estou abespinhada pela ousadia dele. Por ter irrompido pela minha noite adentro quando já o tinha posto na gaveta do esquecimento.
Estúpido!!

Wednesday, May 02, 2007

Diálogos

- Não me odeies.

- Eu não te odeio. Tu és uma parte de mim, jamais te poderia odiar.

- Narcisista

Querela

A Sara e a Patrícia já se conhecem a alguns anos. Aos mesmos que eu as conheço. Desde o início que desenvolveram entre elas uma amizade que poucas vezes fui “abençoada” de me deparar. Todos os adjectivos que possam definir uma amizade está latente entre elas, mas a um nível mais exponencial.
Há alturas, em que por momentos quase posso jurar que decorreu um diálogo entre uma fugaz troca de olhares ou que se comunicam telepaticamente.
Elas não podiam ser mais diferentes e são extremamente semelhantes. Estes dias passaram por uma querela.
O problema delas, de mim que estou de fora, é o receio de falarem daquilo que mais as assusta. Não o fazem não por falta de confiança, não por vergonha, apenas é consecutivamente adiado por todas e quaisquer razões que são sempre justificáveis. Protelado porque por vezes é preciso ter coragem para meter em palavras ou porque não é nada ainda de concreto e ainda há espaço para acumular mais uma tensãozita mental até a bolha rebentar para um dos lados.
Não o fazem por mal. No fundo a outra sente e pressente o que se passa. Mas se não é verbalizado não se cria a confusão de questionar e de poder criar um atrofio nas situações mais delicadas.
Aquilo que as aproxima e as torna tão únicas são os receios idênticos canalizados em diferentes modos de expressão. Um código que parece que nasceu com elas no dia em que se conheceram.
Fazem-no por uma questão de defesa, ou porque foi assim que aprenderam a lidar com determinadas situações antes de se conhecerem e ainda não houve poder de encaixe mútuo para dar a volta. Acho que nem elas sabem.
Ás vezes acho que não falam com receio de acharem que podem ser julgadas uma pela outra. Não faz sentido. Incoerente. A força de uma é a fraqueza da outra e vice-versa. Talvez por isso tenham medo de ferir susceptibilidades e preferem evitar ter de enfrentar o que lhes atormenta. Sem sentido.
Complementam-se numa amizade invejável e a crise teria de chegar ao fim. Alguém deu o primeiro passo, uma das duas proferiu as difíceis palavras. Chegaram a um consenso de quebrar certos entraves.
Parece que complicam diante da forma mais básica.
Mas elas têm essa consciência. Já haviam debatido essa questão. Desta vez foi mais intenso, selado com mais determinação. Necessidade de correcção.