Amor
É verdade que me queixo em doses consideráveis da monotonia da minha vida. De tanto me queixar, surgiram assim de repente num curto espaço de tempo a oportunidade de alterar por uns tempos todo esse meu queixume.
Num espaço de três semanas serão duas as viagens que serei alegremente “forçada” a fazer, mais a viagem do ano, a título pessoal, que irei fazer muuuito brevemente.
E tudo corre muito bem, porque sei que estes serão os dias mais aguardados do ano e que nada, por pior que possa acontecer, me fará demover da minha dissolvência instantânea pela cidade sob a qual estou prestes a ajoelhar-me.
E com toda esta agenda, ando radiante da vida. Isto porque, mal volte ao meu Portugal dos pequeninos, terei à minha espera aquele que considero ser O poeta, para não me alongar mais em adjectivos que nunca farão verdadeiro jus à pessoa em questão.
Pearl Jam marcam presença em terras lusas nove meses depois da sua dupla aparição. Se ainda ando em estado de graça depois da dose dupla, para este, em forma de festival.. nem comento.
Com tanto convite, tinha de cair mais um.
Desta vez, convidaram-me para fazer um cruzeiro de sete dias. Nem quis saber de mais pormenores. Disse logo que sim. Até saber que o cruzeiro apanha o dia do festival. Nem pensei duas vezes em recusar.
Sem dó nem piedade, saiu-me um redondo “não” logo a seguir à agitação do “sim quero ir”.
Em nada me arrependo da minha escolha. Não faria sentido de qualquer outra maneira. Mas continuo à espera, de um convite semelhante, para quando estiver novamente com a agenda completamente vazia.

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