Desconstrução - Caos - Harmonia
Se no início era o verbo a meio veio a desconstrução. Nada fazia sentido tudo virado ao contrário, sem rumo nem orientação.
No escuro ás apalpadelas, foi-se construindo uma realidade fictícia, imaginária de olhos vendados à margem do limbo sobre farpas que envolveram todo o caos que daí descambou, à destruição de sentimentos e à criação de mais alguns.
Receios e cegueiras no marasmo que revolve o ser, expurgando e abraçando no confronto mano-a-mano porque num algum dia lá terá de ser.
Choque ideológico de dois mundos perpendiculares que não conseguem co-existir terminando no derradeiro duelo onde a harmonia acaba por subsistir.

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