Reincidente
Preciso de férias daquilo a que chamo consciência. Da minha.
Preciso de me ausentar dela, a ver se se torna mais limpa. Mais clara. Evidente.
Preciso de dar o grito de Ipiranga que me manipula o pensamento, fazendo-me crer com afinco que é real o meu medo.
Vai demorar até o sentimento de culpa desaparecer. Até tudo voltar a ser como antes. Vou demorar ainda mais tempo a largar a mágoa e o peso do sofrimento que causei e as minhas dúvidas continuarão a insurgir marcando compasso a cada batimento do ritmo das incertezas que não me deixam dormir e me mantêm acordada, por entre tragos de vinho e de cigarros em forma de mortalha.

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