Carta ao Futuro

Thursday, June 07, 2007

Rendição

Sou culpada e peço desculpa. Eu, que não sei perdoar. Mas errei, pequei quando neguei a mão, o braço o abraço e preferi o isolamento, a escuridão na teimosia de falta de humildade de assumir os pontos fracos, fragilidades e o receio de uma negação, a preferência do nem arriscar para evitar a auto-comiseração.
Por ser egoísta e não ter a simplicidade de pedir, por me julgar auto-suficiente num mundo descrente, sem ponto nem nó, sem rumo nem norte, querer acreditar que o consigo, de que sou forte.
Irascível, cega bem dormente, desferindo golpes abrindo feridas a quem está sempre presente e não ter a coragem de baixar os braços gritar rendição voltando à estaca zero na seguinte ocasião.
Sou culpada por todo o turbilhão que me rodeia, fruto de uma falsa auto-confiança que me acompanha e sou responsável pelas dúvidas que fiz renascer, as incertezas outrora cimentadas como opostas que fiz o favor de remexer, abalando e criando conflitos internos que teimam em afincar-se como correctos prevalecendo contra o sentimento que até ao momento era de dialecto, de certeza, a razão.

Peço perdão.

0 comments:

Post a Comment

<< Home