Sinto falta daquela sintonia de não ter de falar para me fazer ouvida, preciso da harmonia de cada segredo perdido da real telepatia. Partilhar o que se passa, o que me faz chorar ou apenas gargalhadas, de sentir a presença, a verdadeira essência da amizade.
Tenho saudade!
E por mais tempo que passe é como se voltasse ao início, os medos, fobias de antes levam-me para a berma do precipício e sinto-me num limbo escondendo-me atrás do riso. Tudo é permitido para não me entregar a esse motivo.
Parece-me que a vontade não é muito insistente, e já me sinto mal de ser tão persistente, será que faço bem em bater na mesma tecla? Mas está sempre ocupada, será que sou eu quem erra?
Sinto-me de pés e mãos atadas, não sei se sou mais bem vinda próxima se afastada, mas a verdade é que ninguém fala nem uma palavra partilhada. Nem quero saber nada, se for essa a opção desejada mas também não tenho de ser o escape sempre que partilho o que me vai na alma.

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