This fire, is out of control
A casa de praia está a arder. As chamas reacenderam, depois do último incidente ter sido dado como extinto. O rescaldo, esse, que tinha sido dado como garantido pegou mais uma partida. Esperou pacientemente até que as condições estivessem novamente reunidas e impeliu num calor irrespirável por tudo o que o rodeava. Sem pedir licença, ateou em chamas ardentes os pedaços que ainda não tinham sido concertados e destruiu em doces crepitares ao ouvido o que tinha sido reconstruído desde o último incêndio.
Do lado de fora, só é permitido assistir à dança incandescente do fogo que procura oxigénio para respirar. Não se pode fazer nada. Apenas dar espaço e assistir na primeira fila na expectativa de um dilúvio ou algo semelhante capaz de apaziguar a desarmonização que desarma em impotência qualquer movimento intentado para cooperar.
Ao longe, é a destruição de anos de histórias, momentos, guerras e vitórias.
É o porto de abrigo a desmoronar, sem razão nem sentido. Pelo menos, não aparente. Nada há a fazer. Apenas assistir. Esperar que os ventos mudem.
Talvez seja um sinal de que está na altura de uma mudança. Esquecer a fantasia dos tempos idos e abraçar o desconhecido sem esquecer quem preferiu outro caminho.

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