Carta ao Futuro

Tuesday, January 30, 2007

O ano dela

Nas despedidas do velho ano e desejos para o novo ano que entrou, ela disse-me que este iria ser o meu ano.
Não percebo porque o disse, nem em que futurologia anda metida, mas disse-lhe, eu também, que este iria ser o ano dela. Antes de ser o meu ano, teria de ser o dela.
A verdade é que o ano não começou lá muito bem para ela. Nada bem mesmo. Mas se depois da tempestade vem a bonança, digamos que os primeiros raios de sol começam a furar a negritude das nuvens que a têm acompanhado.
O que só me faz crer numa coisa… este será mesmo o ano dela.

Oh yeah!!

Monday, January 29, 2007

Discurso

Uma amiga diz que não vale a pena falar do que se passa com ela, porque já sabe todas as respostas que eu vou dar.
Outra amiga, diz-me que nem se vai dar ao trabalho de me responder, porque tudo o que ela diga eu vou rematar, argumentar, perguntar porquê etc etc.
Das duas uma… ou mudo de discurso ou então acabo a falar sozinha.

Sunday, January 28, 2007

TRRIIIMMMM

Conversas via sms

ela -“ parece que nevou hoje em Lisboa.”

eu - “ yah.. acabei de ver nas noticias. Em Sintra também caiu imensa neve. E nós a dormir.”

ela - “ faz amanhã um ano que nevou também… para o ano temos de meter o despertador."

"Não me importo"

Após uns dias fulminantes de trabalho, onde coisa que não existe é tempo, onde eu deixo de praticamente existir para andar a saltitar de um lado para o outro sob ordens anteriormente expressas tipo marioneta num espectáculo para crianças, consegui, no meio destes dias, esbarrar-me sempre com ele. Nunca de propósito. Sempre casual e sempre nos lugares mais “fora” (embora fosse bem provável que eu o encontrasse por lá nunca esperei cruzar-me com ele) e nas alturas em que tinha um pouco mais de tempo.
Da última vez que o vi, sexta-feira, andava ele atafulhado com o trabalho, e eu, que já estava praticamente despachada, andava por ali a fazer tempo para me encontrar com uma amiga.
Acompanho-o um pouco, sem nada para fazer, sempre dava para trocar uns dedos de conversa. Mas antes de dar a imagem de “cola”, perguntei, se ele não se importava. Ao que ele abrandou o passo, olhou para mim e disse:

- “Não… não me importo nada que venhas comigo.”

Friday, January 26, 2007

A mil

Ando a mil. Numa verdadeira roda-viva. Uma semana em que não tenho vida. O que por um lado até é bom, porque não me obriga a pensar, e mantém-me abstraída de qualquer nuvem mais negra. Excepto nestes pequenos momentos em que me preparo para me retirar e que enquanto não adormeço pouco mais posso fazer para evitar.
O bloqueio mental que me assolou e a falta de algo digno de registo tem me afastado do mundo virtual. Mas estou sempre atenta. Cabeça baixa mas olhos bem abertos.
E a verdade é que… (I’m not in love (lá vem a musiquinha outra vez à cabeça)). A verdade é que grão a grão… vou conhecendo melhor o rapaz tímido… tímido não… o rapaz de low profile.

Thursday, January 25, 2007

Tempo de antena

Tenho de o fazer. Isto tudo graças à queridinha que me meteu a música na cabeça. Daquelas músicas lamechas dos anos 80 que ficam na nossa cabeça tipo lapa agarrada a uma rocha, onde nem com a força das ondas descola. E como já lá vão uns dias e o raio da música mantém-se na minha cabeça decidi partilhar, a ver se esta “corrente” de música passa para outras pessoas.
Aproveitem-na ao máximo.
I’m not in love, dos 10cc

I'm not in love, so don't forget it
It's just a silly phase I'm going through
And just because I call you up
Don't get me wrong, don't think you've got it madeI'm not in love,
no-no(It's because...)

I like to see you, but then again
That doesn't mean you mean that much to me
So if I call you, don't make a fuss
Don't tell your friends about the two of us
I'm not in love, no-no(It's because...)

(Be quiet, big boys don't cry)
(Big boys don't cry)
(Big boys don't cry)
(Big boys don't cry)
(Big boys don't cry)
(Big boys don't cry)
(Big boys don't cry)

I keep your picture upon the wall
It hides a nasty stain that's lyin' there
So don't you ask me to give it back
I know you know it doesn't mean that much to me
I'm not in love, no-no(It's because...)

Ooh, you'll wait a long time for me
Ooh, you'll wait a long time
Ooh, you'll wait a long time for me
Ooh, you'll wait a long time

I'm not in love, so don't forget it
It's just a silly phase I'm going through
And just because I call you up
Don't get me wrong, don't think you've got it made,
oohI'm not in love,

I'm not in love...

Tuesday, January 16, 2007

Piropo nojento

Imagine-se: um homem, com nariz demasiado arrebitado, fazendo parecer o nariz de um suíno, barba por fazer, poucos são os dentes que tem, mas os que tem, estão bem encardidos, com os espaços entre eles bem preenchidos, com algo que eu nem quero imaginar o que seja nem o tempo a que está ali a acumular. Barriga proeminente, que no Verão anda à mostra para todo transeunte poder contemplar, e andar à ogre.
Pois bem, dessa personagem, que é bem real, eu tento manter a maior distância possível. Não que seja má pessoa. Mas aquele conjunto, o modo de falar… arrepio-me só de pensar.
Estava a dirigir-me para a porta do prédio, olho para o lado, está ele a sair do café a caminho da sua viatura e vê-me passar. Baixo a cabeça, acelero o passo, e oiço um grunhido:

- Olá menina, tudo bem? Já há muito tempo que não a via.

Levantei a cabeça, estava quase a atingir a porta do prédio:

- Boa noite. Está tudo bem obrigada.

Eis quando senão oiço outro grunhido que me deixou em choque:

-A menina está cada vez impossível!!

Virei-me bruscamente para o lado enquanto ele seguia o seu caminho:

-Desculpe??

- Nada menina… estava a brincar consigo.

A parte que se seguia a este texto foi censurada

Sem vontade de escrever. Sem nada de minimamente interessante a acontecer que valha um post.
Apenas meras divagações. Constatações. Confrontações mentais. Deambulações em rodopiantes interrogações neuroniais.
Acervos de recalcamentos, ou de pensamentos ignorados, desprezados, remetidos para um canto, que procuram encontrar um caminho para a solução.
Se eu pensava que já estava tudo solucionado. Sim. Há muito muito tempo. Mas os assombros inesperados, físicos e mentais, que sucessivamente se tem sucedido, deixam-me, ou querem deixar-me dúvidas, e comparações entre o passado e o presente.
Enfim… mais sarna para me coçar.

Thursday, January 11, 2007

Refúgio

Ultrapassa-me e eu tento fazer um esforço, que ás vezes mais parece uma obrigação. Não consigo. Ao mesmo tempo que tento sinto uma revolta interior de gritar. De estrilhar. Desatar a partir tudo o que me aparece a frente. É escusado falar, porque nunca passarão de meros monólogos disparados contra uma parede.
A mais pequena coisa, gesto ou frase proferida mesmo que de modo inocente dilacera-me espalhando esta raiva controlada por tudo o que está à minha frente.
Não choro. Essa fase já lá vai. É mais que dispensável. Até porque não me leva a lado nenhum. Estou num outro nível.
Sendo assim volto para o meu único refúgio. Fujo da realidade. Escondo-me com aquilo no espaço em que sei que nada me afectará.

Wednesday, January 10, 2007

24

Não tenho paciência para o Jack Bauer e seus associados. Não compreendo como é que alguém minimamente inteligente se vai sentar a ver um episódio que já sabe como é que vai acabar.
Série tipicamente americana, de vanglorização do típico herói do Tio Sam, onde o americano é o maior. Assim é Bauer… o gajo que já foi dado como morto duas vezes e que, tão ao jeito americano, consegue sempre ressuscitar.
Nunca é descoberto, e mesmo que seja, safa-se sempre. Anda sempre em perigo eminente mas consegue sempre escapar no último segundo a ser descoberto, e salva sempre a pátria. Uau.
Mesmo que a piada esteja nos meios que ele utiliza para se salvar, ou para salvar o país, ou salvar o que for, o final será sempre o mesmo. Jack Bauer é o salvador.

- Lá estás tu a implicar. Implicas sempre, mas depois acabas por dar o braço a torcer. Tal como aconteceu com o Lost, e com grupos como Bjork, Smashing ou até mesmo Radiohead – cuspiu-me ela a defender o seu interesse pela série tipicamente americana.

A diferença, é que tanto com o Lost, como os grupos musicais, há evolução, progridem. Avançam. Dão continuidade. Desenvolvem. Revelam sempre algo. Ou deixam um “cheirinho” do que ainda há de vir.
Com o 24 só consigo ver o Jack Bauer a progredir a cada episódio para a sua salvação. Para a sua consagração como herói. A supremacia do herói americano.

Tuesday, January 09, 2007

Aquecimento global

Os efeitos do aquecimento global já se fazem sentir, e das mais diversas formas.
O pirex que coloquei no forno com o meu jantar, rachou.. e partiu-se.

Monday, January 08, 2007

Timidez

Pior que o início da semana, é começar a semana logo de manhãzinha.
Com a melhor “fronha” que consegui arranjar hoje de manhã lá me dirigi para o local da reunião. O que eu não esperava, era que o rapaz tímido também aparecesse. E muito menos, que se dirigisse a mim no final da mesma para falar comigo.
Parece que está a perder a timidez… Já eu, não consegui evitar de ficar embaraçada e sentir-me corada, com o olhar que uma colega me lançou depois da troca de dois dedos de conversa.

O início deste ano está animado… upa upa.

Sunday, January 07, 2007

Letras pequenas

Não estou cansada de me divertir. O corpo é que se está a ressentir de tanto divertimento.. Esqueci-me de o informar que o pacote não vinha com a opção de descanso.. É o que dá não ler as letras pequeninas.

Friday, January 05, 2007

Translation de amor: Lost num lugar estranho

Duas pessoas que não se conhecem, num país distante e diferente como o oriente do ocidente.
Ela foi acompanhar o marido numa viagem de trabalho. O marido trabalha e ela divide-se entre o quarto do hotel com uma vista vertiginosa de cortar a respiração e a descoberta do novo mundo onde se encontra. A vida dela não é má. Tem tudo o que precisa, apenas gostava de ter um pouco mais de atenção.
Ele, em trabalho, saltita de gravação em gravação, de pessoa séria a bobo da corte. Meio perdido, em modo automático, ele segue os passos que a agenda lhe promete para esse dia.
Conhecem-se na solidão da noite no bar do hotel enquanto o bulício da frenética cidade mantém a sucessiva rotina lá fora.
Palavra aqui, palavra ali, travam um conhecimento íntimo mas com a distância do respeito de serem meros desconhecidos, meras marionetas em mãos alheias mas com algum controlo, num país distante.
Ela convida-o para sair uma noite e acabam por ter a noite mais divertida e surpreendente das suas vidas.
Entre acordos de cavalheiros vão encontrando-se, tornando cada espaço à sua volta invisível num ambiente uno, criado apenas pela presença de dois seres que se revelam e desnudam de medos e preconceitos, partilhando as fobias que os atormentam, acalmando-se com as palavras escutadas de uma certeza inquestionável.
Tudo é perfeito. Tudo bate certo quando estão juntos.
Dias mais tarde ele segue de volta para o seu país. Após uma despedida formal ele segue de táxi para o aeroporto. Pelo caminho, identifica-a pelo meio da multidão que calcorreia uma rua. Pede para parar o carro, e corre pelas ruas movimentadas até chegar a ela, onde a abraça sussurrando-lhe algo.
Viram costas, e com um sorriso, cada um segue o seu caminho com a certeza que aquela pessoa, deu um novo alento à sua vida.

Assim foste tu.
Eu andava perdida, em constantes deambulações pelos dias do calendário da minha vida. Umas vezes por arrastão, outras por imposição ou apenas para marcar presença e criar algum movimento.
Tu, na tua vida constantemente agitada e preenchida, marcavas mais uma presença num dos teus grupos de amigos.
O nosso reencontro e a primeira vez que posteriormente procurei por ti criou entre nós um género de rotina de divertimento constante onde o tempo não existia.
Das inúmeras vezes que voltou a acontecer, no nosso esconderijo estranho, era aquela festa onde nos divertíamos tal dois estranhos pelas ruas nocturnas de Tóquio.
No entanto, sempre que casualmente nos cruzávamos numa qualquer rua, numa outra qualquer hora, ficávamos sem saber o que dizer, agíamos como se apenas nos conhecêssemos de vista criando-se um silêncio incomodativo subtilmente aliviado quando um de nós tomava o primeiro passo e se despedia.
Hoje, estás perdido num qualquer significado dentro de mim, de tudo aquilo que eu sou agora. Mas com a certeza que deste um novo alento à minha vida.
Decididamente, o amor é um lugar estranho.

Sem descanso

Nem hoje, que era o dia em que podia dormir até mais tarde me foi permitido.
Eram dez da manhã já me estavam a ligar, estava supostamente atrasada para o pequeno-almoço com uma amiga que me espera há já algum tempo no café.

- Onde é que tu andas? Já te mandei mensagem. Estou há mais de vinte minutos à tua espera… Não me digas que ainda estás a dormir??

- Nada disso… Já ‘tou a descer.

Eu só quero descansar…

A imagem

O problema de não conseguir tirar uma imagem da cabeça deve-se ao facto de haver uma imagem fotográfica que desperta a que quero adormecer dentro de mim.

E obviamente que apagar o registo fotográfico seria um enorme sacrilégio.

A mota

Há malucos para tudo.

-Lembras-te do Toni. Aquele gajo que te apresentei no outro dia?

-Sim, aquele que é passado da cabeça.

- Esse mesmo. Ouve esta: Ia ele e o irmão na motinha no meio da estrada. Não passa nada. Olham para trás, o que é que vem lá? O autocarro. Não estão de modas. Desaceleram, até abrandar, param a mota no meio da estrada. O autocarro é obrigado a parar. Descem da mota, mete-a no descanso, vão para a frente da mota, dão uma cambalhota, olham para trás, dizem adeus ao motorista, montam-se na mota… e seguem.

Ainda estou a recuperar o fôlego.

Tarefas domésticas masculinas

Fui visitar um casal amigo e quando cheguei encontrei-o nas suas tarefas domésticas.
Estava a terminar de passar umas calças.
- A camisa fica para amanhã, ainda não parei desde que cheguei a casa. Já tratei da roupa, do jantar. Por hoje chega.
- Detesto passar camisas – espirrei eu ainda meia surpreendida por estar a discutir tarefas domésticas com ele.
- As minhas sou eu quem passa. A Rita (a respectiva) já sabe. Ninguém se aproxima delas. Só eu sei como gosto delas passadas. Quando morava com a minha mãe, ela punha tudo num engomador… eu dava instruções de como queria as minhas camisas passadas… Tem de ser… sabes como é… custa dinheiro…

Thursday, January 04, 2007

Balanço dos três primeiros dias do ano

Ás vezes não sei se faço demasiados filmes, se é apenas constatação da realidade mas que tento iludir não dando azo a que se desenvolva, ou se sou eu muito convencida a achar que tudo gira à minha volta.

Isto porque não tenho certezas, e apenas analiso com aquilo que me rodeia, com aquilo que vejo, que nem sempre significa que é aquilo que estou a constatar.
Como não tenho a possibilidade de confirmar pelo menos três vezes junto de pessoas diferentes, resta-me apenas jogar com as peças de que disponho, adquiridas pela minha convivência com as pessoas em questão.

Isto por que ontem fiquei com a sensação de que um vizinho meu está a dar em cima de mim. Pode até não ser, pode até ser eu a imaginar, mas a verdade é que volta não volta ele manda-me daqueles olhares fixos, e ontem, convidou-me para ir beber um copo com ele depois do trabalho. Que se não o encontrasse no Messenger (para quê gastar dinheiro ou sair de casa para ir tocar à campainha no meio do frio, se com estes avanços tecnológicos podemos tratar de tudo a partir de casa ?!?), que lhe mandasse um toque para o telemóvel.

Depois temos o caso do meu amigo dos olhos intensos. Mas esse está num pedestal. É daqueles que tem uma redoma de vidro à volta e eu paro apenas para contemplar, babar e sonhar. No fundo sei que é areia demais para a minha camioneta, e se saísse com ele à rua, devo confessar que iria haver problemas. E eu não estou para me chatear. Não obstante, estou à espera de o voltar a encontrar, o que pode demorar anos, para saber uma sua opinião. Terminamos a conversa com ele a dizer: “Depois digo-te o que achei.”

E o regresso do meu amigo noctívago. Que enfim. É sempre aquele encanto, embora um pouco mais desvanecido. Mas que volta não volta, tal Aladino a esfregar a lâmpada, ressurge por instantes. E ninguém sabe o que o futuro reserva.

Uma amiga disse-me que este iria ser o meu ano, que iria ser em grande para mim. Não percebo porque o diz, nem em que se baseia. Mas pelos primeiros três dias deste novo ano, devo confessar que acho que sim, será o meu ano de dor de cabeça.

"Meninos à escola"

Sei que tinha feito a promessa de o procurar assim que começasse o novo ano. E a minha intenção era a de a cumprir, mas, não fui a tempo.
A noite já ia alta e eu preparava-me para me deitar. Toca o telemóvel. Era ele. Queria saber onde estava, se queria ir dar das nossas escapadelas nocturnas. E se podia levar dois copos de plástico. Copos de plástico. Não sei como, mas a verdade é que eu por acaso até tinha copos de plástico em casa.
Foi uma surpresa. Aquela mensagem deixou-me estarrecida. Quando o móvel tocou passou-me a possibilidade de ser muita gente, mas ele, em que houve períodos em que era a certeza ainda antes de ver de quem era, não foi sequer uma hipótese.
Enquanto não chegava, andei irrequieta pela casa, de um lado para o outro como uma barata, com correrias para a casa-de-banho, pequenos tremores, parecia que tinha voltado tudo ao início.
Ele chegou, e lá fomos nós, para o nosso refúgio, comemorar com direito a brinde o Novo Ano, com o vinho doce caseiro que ele tinha arranjado.
E enquanto ali estivemos, em pequenos momentos voltei a encantar-me. Com o seu sorriso de menino enquanto brincava e dançava ao som do brinquedo que eu tinha arranjado para o sobrinho dele. Parecia uma criança.
Olhou para o relógio e exclamou que o tempo passa depressa.
Sim, quando estamos juntos normalmente é o que acontece, mas apenas me saiu uma frase feita a concordar com o que me tinha dito: Sim, o tempo voa.
Mas não queria ir-se embora, tal como das outras vezes em que olhava para o relógio e via que o momento já ia longo. Não tens pressa para ir dormir pois não? – perguntou-me ele de seguida recostando-se no banco dando continuação à nossa conversa e riso, tão à nossa maneira.
Disse que não, estávamos à vontade e prolonguei até poder esta nossa sintonia.
Até que, podre de bêbeda, mal a aguentar-me, ele olhou para mim e disse: “Meninos à escola. Eu levo-te a casa.”

Wednesday, January 03, 2007

Sintomas

Parece que estou mesmo desperta. Parece que acordei mesmo.
Os padrões elevam-se. Constantemente abstraída no meu novo momento, digamos que padeço de uma Pro-Evolution.

Misógina

Para além de sofrer de bipolaridade, e de várias neuroses atrofiantes volta não volta (confesso que já a algum tempo que não sou assolada por essas neuroses), agora sou também misógina.
Eu!?
Supostamente, “só penso no bem-estar dos gajos e não no bem-estar das gajas”.
Isto só porque eu acho que cada um de nós tem sempre mais uma oportunidade, e lhe disse que achava a sua atitude irracionalmente amoral.

Inundada

Aquele sorriso não sai de dentro de mim. Os seus olhos inundam-me. São intensos.
Ela disse-me: tu és uma poetisa. Olhas para os gajos e ficas encantada. Num é a voz, noutro o olhar. Tu és uma apaixonada.
Ela é uma eterna sonhadora… eu só quero evitar afogar-me. Alguém sabe por onde é a saída??

Esta imagem vai demorar ainda uns dias a desaparecer… ai ai!!

Tuesday, January 02, 2007

Feliz 2007

Entrei neste novo ano dentro de uma loja, onde fiz a última compra de 2006 e a primeira de 2007. Festejei a entrada no novo ano com o empregado da loja.
Quando me juntei ao grupo de amigos, tinha chegado aquele rapaz que eu tinha conhecido há pouco mais de três anos naquele mesmo sitio mas que nunca mais voltei a privar com ele.
Portanto, tendo em conta a forma como entrei no meu novo 2007 só posso depreender que.. este ano promete.